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Planejamento Familiar e Genética: como se preparar para uma gestação com mais segurança?

Foto do escritor: Guilherme Lugo
Guilherme Lugo
15 de jun.
4 min de leitura

Quando um casal decide ter filhos, é natural que surjam expectativas, sonhos e também algumas preocupações. Muitas pessoas se perguntam se existe risco de transmitir uma doença hereditária para os filhos ou se há algo que possa ser feito antes mesmo da gravidez para reduzir esses riscos.


Os avanços da genética têm permitido responder a muitas dessas questões. Atualmente, existem exames que podem ser realizados antes da concepção, durante a gestação e até mesmo em tratamentos de reprodução assistida, auxiliando na identificação de riscos genéticos e contribuindo para um planejamento familiar mais seguro e consciente.


Toda pessoa possui risco de ter um filho com uma doença genética?


Sim. Mesmo pessoas completamente saudáveis podem ser portadoras de alterações genéticas associadas a doenças hereditárias sem apresentar qualquer sintoma.

Isso acontece porque muitas dessas condições seguem um padrão de herança recessiva, no qual a doença só se manifesta quando a criança herda alterações genéticas tanto do pai quanto da mãe.


Na maioria das vezes, o casal desconhece completamente esse risco até o nascimento de uma criança afetada. Por esse motivo, a avaliação genética pré-concepcional tem ganhado cada vez mais importância no planejamento familiar moderno.


Quem pode se beneficiar da avaliação genética antes da gravidez?


A avaliação genética pode ser considerada por qualquer casal que esteja planejando uma gestação, mas é particularmente importante em situações como:


  • Histórico familiar de doenças genéticas;

  • Casais com parentesco biológico (consanguinidade);

  • Casais que já tiveram um filho com doença genética ou malformação congênita;

  • Histórico de perdas gestacionais recorrentes;

  • Casais com dificuldade para engravidar;

  • Pessoas que desejam compreender melhor seus riscos reprodutivos antes da concepção;

  • Casais que pretendem realizar fertilização in vitro.


Em muitos casos, a identificação de um risco genético permite que decisões sejam tomadas antes mesmo da gravidez acontecer.


Um exemplo prático


Imagine um casal saudável, sem histórico familiar conhecido de doenças genéticas. Durante a investigação pré-concepcional, ambos realizam um teste de portadores e descobrem que carregam alterações no mesmo gene relacionado a uma doença hereditária grave.


Sem essa informação, haveria um risco significativo de transmissão da condição para os filhos. Com o resultado em mãos, o casal pode receber aconselhamento genético e conhecer as opções reprodutivas disponíveis para sua situação específica.


Esse é um exemplo de como a genética pode atuar de forma preventiva, antes mesmo do início da gestação.


Como a genética pode ajudar em cada etapa do planejamento familiar?


A investigação genética pode ser realizada em diferentes momentos da jornada reprodutiva.


Antes da gravidez

O objetivo é identificar riscos hereditários que possam ser transmitidos aos filhos.

Os exames mais utilizados incluem:

  • Painéis de Triagem de Portadores (Carrier Screening);

  • Exoma para Pesquisa de Portadores;

  • Investigação genética de infertilidade masculina;

  • Investigação genética de infertilidade feminina;

  • Pesquisa de causas genéticas relacionadas à parada de desenvolvimento embrionário.


Durante tratamentos de fertilização in vitro

Em casais submetidos à reprodução assistida, é possível avaliar os embriões antes da transferência para o útero. Os exames pré-implantacionais permitem identificar alterações cromossômicas e selecionar embriões com maior potencial reprodutivo, de acordo com a indicação médica.

Entre eles destacam-se os exames PGT-A eo PGT-M.


Durante a gestação

A investigação genética pré-natal pode fornecer informações importantes sobre a saúde do bebê ainda durante a gravidez.


Dependendo da situação clínica, podem ser utilizados exames como:

  • Teste Pré-Natal Não Invasivo (NIPT);

  • Cariótipo fetal;

  • CGH-Array ou SNP-Array pré-natal;

  • Exoma fetal;

  • Pesquisa direcionada de variantes genéticas específicas.


A escolha do exame depende da idade gestacional, dos achados ultrassonográficos e da história familiar.


Após perdas gestacionais

Infelizmente, algumas perdas gestacionais podem ocorrer devido a alterações cromossômicas ou genéticas. Nessas situações, exames realizados no material gestacional e nos pais podem ajudar a esclarecer a causa da perda, estimar riscos futuros e orientar estratégias para novas tentativas de gravidez.


E após o nascimento?


A genética também desempenha um papel importante após o nascimento.

Os programas modernos de triagem neonatal permitem identificar precocemente diversas doenças genéticas e metabólicas que podem se beneficiar de tratamento e acompanhamento especializados desde os primeiros dias de vida. O diagnóstico precoce pode fazer diferença significativa no desenvolvimento e na qualidade de vida da criança.


Quais exames estão disponíveis?


Entre os exames disponíveis para planejamento familiar e reprodução estão:


Avaliação Pré-Concepcional

  • Painel Portador Precision Basic

  • Painel Portador Precision Essential

  • Painel Portador Precision Plus

  • CGT Exoma Portador Basic

  • CGT Exoma Portador Essential

  • CGT Exoma Portador Plus

  • Painel para Pesquisa de Infertilidade Masculina

  • Painel para Pesquisa de Infertilidade Feminina

  • Painel para Pesquisa de Parada de Maturação de Oócito, Zigoto e Embrião (OZEMA)


Avaliação Pré-Implantacional

  • PGT-A Basic

  • PGT-A Upgrade


Avaliação Pré-Natal

  • NIPT Básico

  • NIPT Ampliado

  • Cariótipo Pré-Natal

  • PCR para Cromossomos 13, 18, 21, X e Y

  • CGH-Array / SNP-Array Pré-Natal

  • Exoma Pré-Natal

  • Pesquisa de Mutações Específicas por Sequenciamento Sanger


Investigação de Perdas Gestacionais

  • CGH-Array de Produto de Concepção

  • Exoma de Produto de Concepção

  • Cariótipo dos Genitores


Triagem Neonatal

  • Paineis de de Triagem Neonatal


A importância da avaliação médica especializada


Cada casal possui uma história única. Idade, antecedentes familiares, histórico reprodutivo, origem étnica e condições clínicas podem influenciar diretamente a estratégia de investigação mais adequada. Por isso, a escolha dos exames não deve ser baseada apenas na disponibilidade da tecnologia, mas sim em uma avaliação individualizada realizada por profissional capacitado.


No CEGEMEP – Centro de Genética e Medicina de Precisão, a avaliação genética é realizada de forma personalizada, auxiliando casais e famílias a compreender seus riscos reprodutivos, interpretar resultados e tomar decisões informadas ao longo de toda a jornada reprodutiva.


A avaliação médica especializada é fundamental para definir quais exames são realmente necessários e qual a melhor estratégia para cada fase do planejamento familiar, da pré-concepção ao nascimento do bebê.

 
 
 

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